Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jun 11

 

Partido VIVA: Visión con Valores

 

(Texto Publicado no Diário de Notícias da Madeira a 2 de Junho)

 

Ainda é tempo de propaganda. Logo, altura dos partidos desbobinarem mensagens para convencerem os eleitores das suas boas intenções. Mas, nesta pequena nota, mais do que falar das traquinices da política, quero aflorar a sua relação com a propaganda.

Para Edward Bernays “a moderna propaganda é um esforço, consciente e persistente, para criar ou moldar acontecimentos para influenciar a relação do público com uma empresa, ideia ou grupo.”

Em Portugal, como se vê pelo estável aumento da abstenção, a propaganda tem sido ineficaz, contribuindo para esse fracasso os conteúdos fáceis, as estratégias anémicas e a atitude dos intervenientes políticos. Bernays diz que para “a propaganda ser boa ou má depende do mérito da causa advogada e da correcção da informação publicada”. A sua ineficácia pode bem resultar do facto de se ter tornado “viciosa e repreensível” e de evidenciar que “os seus autores consciente e  deliberadamente” disseminam o que “sabem ser mentiras”.

Consumimos slogans dos players políticos, verbalizados repetidamente em todas as campanhas, que por falta de correspondência encarnam a forma leviana e encenada como as eleições têm sido desenvolvidas, avaliadas e compreendidas, desde a panaceia democrática ministrada pelo 25 de Abril.

Apontamos o dedo ao baixo nível de participação cívica dos portugueses. Mas, onde estão as soluções para a política vazia que nos é presenteada diariamente e que se perpetua porque encontra um espaço mediático que a valoriza em vez de a confrontar? Dizem uns: há que responsabilizar os líderes políticos! Outros, questionam e alertam para a cumplicidade de quem influencia os fluxos informativos e a opinião pública.

Pessoalmente, acredito que as campanhas, com a ajuda da boa propaganda, podiam ser uma antecâmara para projectar uma nação no exterior. São em alguns países. Não em Portugal.

 

Marco Paulo Freitas

publicado por Marco Freitas às 20:51

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