Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

02
Mai 12

O sucesso da comunicação está na exposição mediática?!

 

Como qualquer artigo de opinião este tem um objectivo: ALERTAR aqueles que querem medir o sucesso de uma marca ou organização pelo número de vezes que aparece na comunicação social. Se tomarmos como medida o que acontece no sector político, esse não será o melhor caminho para empresas ou marcas. 

 

 

 

publicado por Marco Freitas às 14:57

 

 

Há uma crescente tendência para medir o sucesso das organizações empresariais, políticas e sociais pelo nível de exposição nos media. Tendência ancorada na vivência frenética e volátil dos tempos de hoje e que culmina no culto do (i)mediatismo.

 

Visto o seu fracasso nas lides políticas, fico surpreendido por ver rendidos à tentação mediática actores do sector empresarial e, pior, da comunicação. Admito, quanto aos segundos, que tal decorra da redoma imposta pela “ciência do marketing” que para sobreviver às sucessivas crises de mercado foi canibalizando outras áreas de intervenção.

 

Facto: o primado da visibilidade mediática como a panaceia das políticas de comunicação está aí. É a vitória dos que ignoram a história e todo o arsenal de factores que ajudam a construir a vida e sucesso de uma entidade. 

 

A fidelização a uma marca não acontece de um dia para outro e, por isso, não me revejo nas arquitecturas “marketistas”, tendencialmente apontadas para as agendas de reacção emocional e suportadas pelos mass media.

 

Aceito o papel da comunicação social na edificação de uma ideia mas, introduzindo alguma métrica a esta reflexão, não posso deixar de perguntar: no palco mediático, a partir de que ponto é que se pode considerar que uma organização comunica? Qual dever ser essa medida? A publicação de uma notícia todos os dias durante todo o ano, de 15 em 15 dias, 1 vez por mês? Num só meio ou em todos?

 

Infelizmente, a ponderação que as análises exigem não se coadunam com o imediatismo do mediático. É que este (i)mediatismo tende a descurar que as decisões da opinião pública, a percepção e a aceitação das mensagens, dependem quase em exclusivo de uma coisa: da coerência entre o que é dito e praticado pelas organizações. E isto não é marketing nem se fabrica na comunicação social.

 

Marco Paulo Freitas

publicado por Marco Freitas às 14:56

02
Abr 12

 

(artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira de 2 de Abril de 2012)

 

A comunicação social tradicional, tal como hoje ainda a conhecemos, terá os dias contados(!)?

 

É natural que a maioria dos leitores dedique pouca atenção ao processo de construção das notícias, à envolvente do mercado, às problemáticas dos meios e dos seus diversos profissionais. Tão natural que, também por essa razão, os media alcançaram uma imagem de instituto supra social, imune à subjectividade da rede de pressões. Postura que lhe valeu a alcunha de “Quarto poder”.

 

Infelizmente, pelo meio, perdeu-se o uso são desse poder para formar, construir e bem informar, limitando através de agendas circulares as escolhas de quem consome notícias.

 

Eis alguns dados para reflexão:

-Nos EUA, a comunicação social é uma das indústrias com maior queda. Perdeu 28,4% dos seus elementos nos últimos cincos anos. A internet e as publicações online estão a ganhar terreno.

 

-O Públicoanunciou novo grafismo e nova dinâmica. O objectivo é o de responder à emergência dos tablet e smartphones e à decrescente disponibilidade dos leitores para consumir jornais impressos.

 

-Newsholde Filmdrehtsich são agora nomes familiares no mundo da comunicação social. São empresas de capital angolano com participações em meios como a Cofina, o Sol, a Impresa, a Tobis. É a confirmação de que os media são cada vez menos nacionais. 

 

-Em 2011, três super grupos de perderam receitas de publicidade: Impresa -11,2%, Mediacapital -8% e Cofina – 9%.

 

A comunicação social vive agora um novo ciclo porque o paradigma de consumo de informação mudou, ou seja, para se estar informado já não é preciso seguir exclusivamente os media. Por isso, a pergunta que fica é: E o jornalismo?

 

A mudança será lenta, dolorosa para alguns, mas incontornável. Acredito que aqueles meios que souberem transformar-se em verdadeiras “àgoras” dos nossos dias irão impor-se e que se a notícia voltar à sua origem, isto é, ao lugar onde prevalece a informação, a sociedade continuará a precisar de jornalismo.

 

 

Marco P. Freitas

publicado por Marco Freitas às 11:46

02
Mar 12

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira, 2 de Março de 2012

 

 

 

 

 

O que dizer quando a realidade que nos rodeia é abordada numa revista internacional, através de uma reportagem cujo conteúdo poderá estar destinado a figurar nos anais dos textos que simbolizam a objectividade jornalística, e é depois encontrada num site de impacto mundial reproduzida em PDF’s ilegíveis e de muita má qualidade?

 

O que pensar quando endereçados pelo mais importante motor de busca do mundo para tal site se vê patente uma imagem paupérrima de um dos espaços na NET que mais devia defender as potencialidades de um país para atrair investimento e captar turismo?

 

Como olhar para tal situação sem colocar em causa a postura e comunicação adoptada por uma nação para se posicionar nos mercados internacionais?

 

Podemos deixar de perguntar se há algum fim ou benefício comprovado que determine a escolha e inserção no site de um artigo de tal calibre? Quiçá a obtenção de pontos para o ranking internacional da liberdade de expressão e de imprensa?

 

Será atrevimento vislumbrar uma nova estratégia de comunicação nacional para atrair investimento que segue a fórmula: “não importa que falem mal de nós queremos é que falem?”

 

Porque prefiro a amplitude das questões à soberba do julgamento - cada vez mais patente no mundo mediático que nos enreda -, deixo as conclusões ao arbítrio de cada um e secundarizo a especulação sobre o que motivou o interesse de uma revista internacional no nosso pequeno mundo e subsequentes reproduções internas em várias plataformas de comunicação.

 

Tudo pode não ter sido mais do que um acidente de percurso. Mas como não acredito no acaso: tudo isto é triste e é Portugal!

 

Marco Paulo Freitas

 

publicado por Marco Freitas às 11:57

13
Fev 12

ENTREVISTA A S. VICENTE NO DIÁRIO DO MINHO DE HOJE

O jornal Diário do Minho publica hoje uma grande entrevista ao executivo de S. Vicente, em Braga, e ao seu gabinete de imprensa. Trata-se de um trabalho da rádio FF (rádio da Faculdade de Filosofia de Braga), numa parceria com o DM.

A entrevista também está disponível no site oficial da Junta de Freguesia de S. Vicente em: www.jf-svicente.com

 

A comunicação de proximidade e mostrar tudo que de bom se faz nesta autarquia é a grande aposta do executivo vicentino liderado por Jorge Pires.

 

publicado por paradiselost às 17:22

 

 

Segundo notícia da Meios&publicidade, a edição do Jornal de Notícias do dia 19 de Fevereiro vai sair renovada e com novas apostas em termos de contacto com os leitores. A pergunta quer surge é se a mudança não irá quebrar um ciclo vitorioso deste jornal, apesar de nos últimos anos ter pedido o pódio várias vezes para o seu principal concorrente, o Correio da Manhã. 

 

publicado por Marco Freitas às 14:15

A radiodifusão tem sabido envolver-se com a história da sociedade. Razão pela qual tem batido o pé àqueles que têm vaticinado o seu fim, vezes sem conta. 

 

A canção que ouvi na RFM hoje de manhã diz muito sobre o mundo da rádio. 

 

Tenho de partilhar. 

 

O Som do meu rádio faz-me sonhar

 

 

publicado por Marco Freitas às 12:36

02
Fev 12

 

 

 

 

 

Muito por causa do impacto dos media são facilmente convencionados mitos de difícil rebate. Cirurgicamente adubados, encontram na sociedade portuguesa terreno fértil para crescer.

 

Um dos que me irrita solenemente é a argumentação de que nós, portugueses e madeirenses, não seremos capazes de vencer a crise porque somos um povo de trabalhadores sem rigor e sem empenho ou de empresários sem capacidades. A ideia está disseminada e, a meu ver, funciona como um colete de forças que bloqueia as “janelas de oportunidade” que surgem.

 

Se somos assim tão dados ao fracasso pergunto: de que gema nasceram as grandes empresas da praça nacional? De que semente germina o espírito inovador dos novos projectos empresariais?

 

A meu ver, a problemática tende a ser de interpretação e não de conteúdo. Por isso, falta comunicação e oportunidade mediática para os bons exemplos.

 

O enfoque tem de mudar. Nos curtos limites do meu raio de influência, o que eu posso testemunhar é que foi há mais de 20 anos, quando trabalhava numa empresa de pintura para garantir subsistência e os estudos, que aprendi que até a função menos visível contabiliza para o sucesso ou fracasso de um projecto.

 

Depois de ter falhado a tarefa de dar a primeira demão dos tectos manchando tudo à volta, de ter hipotecado o prazo de entrega da obra, de ter gasto tinta a mais, a lição foi uma segunda oportunidade para limpar o custo do erro, sem salário. Ao terminar esta experiência laboral foi-me oferecida uma carta de recomendação para ajudante de pintor. Ainda me pergunto porque declinei? Havia merecido.

 

Isto para concluir que nos falta valorizar a atitude que rompe os cânones vigentes. Sendo Portugal uma nação historicamente habilitada para grandes feitos porque impomos limites à demanda?... Assim, perdoem-me a descrença, a mudança nunca acontecerá.

 

 

 

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira

2 de Fevereiro de 2012

publicado por Marco Freitas às 15:00

01
Fev 12

 

 

Veja as diferenças e decida sobre a opção jornalística do Expresso

1 de Fevereiro de 2012

 

A edição de 28 de Janeiro de 2012 do semanário Expresso, exemplo não raras vezes de um jornalismo rigoroso, tanto quanto possível perto da objectividade, mostrou que o velho ditado que diz que “no melhor pano cai a nódoa” ainda é muito válido e aplica-se inteiramente a duas opções editoriais tomadas na edição a que me refiro.

 

Sublinho, sou pouco mais que ninguém para dizer ou rebater as opções editoriais do Expresso. Faço na única medida em que sou seu leitor e consumidor assíduo e cidadão consciente de que o papel da comunicação social de informar é muito importante mas o de formar é muito mais duradouro.

 

O caso que aponto traduz um pouco do que se passa no jornalismo português nos dias que correm. E, reafirmo, o que destoa do Expresso.

 

Nesta edição, na página 3 do Caderno Principal a notícia que enchia a página trazia em título “Passos adia projeto de substituir Jardim”. Só na página 15 é que vem uma peça, a rondar o 1/8 de página, com o seguinte título: “Governo sem lista dos 1700 cargos extintos”.

 

Como digo, a autoridade do critério seguido cabe exclusivamente ao Expresso mas o resultado dessa opção, a publicação duas notícias de impacto diferente na realidade nacional e na vida difícil dos portugueses nos dias que correm, já é do foro público e por isso aberto a comentários, tanto em relação ao destaque propriamente dito quanto aos conteúdos apresentados.

 

Tenho dificuldades em entender o título e o conteúdo da notícias, se é que tal texto poderá ser entendido como tal. Desde quando é que Passos tem o direito de ter um projecto para substituir Jardim, quer no partido quer no Governo Regional da Madeira? Nunca. O assumir dessa possibilidade na notícia, se não teve outros propósitos é um erro informativo grave, na medida em que o PSD Madeira tem autonomia em relação ao PSD Nacional e, mais importante ainda,  pelo facto de Jardim ter sido eleito democraticamente pelo madeirenses para governar.

 

Nota-se por aí uma forte vontade de ignorar as regras do jogo democrático... Mas que o jornalismo seja cúmplice desse jogo é mais preocupante.

 

Comparativamente, veja-se que anúncio de Pedro Passos Coelho sobre a extinção dos cargos dirigentes bem como a negação da lista desses cargos e, pior, o atraso assumido na reforma do Estado, só mereceu a página 15. Não será esta falha do Governo, que contraria as orientações do governo Troiko, e que pisa nos esforços financeiros que os portugueses estão a fazer para suportar a despesa do País, uma informação mais importante que a ideia de um projecto partidário do PSD para a Madeira.

 

Sei que a guerra entre Jardim e Passos e vice-versa vende. Mas vender “bilhardice” não é jornalismo.

 

Continuarei a ler o Expresso mas este exemplo é mais uma das razões porque existe uma fuga crescente de pessoas para o online, prejudicando os projectos editoriais portugueses.

 

É também por esta e por outras que considero que na Madeira se faz bom jornalismo, ao contrário da ideia que se deixa verter para o espaço nacional, muitas vezes com a cumplicidade silenciosa dos jornalistas regionais.

 

É que se as empresas de comunicação social nacionais não começam a olhar para o jornalismo como uma ciência da construção do conhecimento podem esperar um futuro muito triste. É que para ler, ver e ouvir minudências bastam as redes sociais.

 

Marco Freitas

Comunicólogo

publicado por Marco Freitas às 15:05

16
Jan 12

Estudo 

 

Jornalistas desconfiam dos assessores de imprensa (e vice-versa)

 

No final do ano passado, Carolina Enes defendeu a sua tese de mestrado Jornalistas e Relações Públicas: Que (co)relação?

 

publicado por Marco Freitas às 17:05

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